O mais recente relatório do Oxfam sobre desigualdade global confirma uma tendência preocupante: a riqueza está a concentrar-se cada vez mais nas mãos de um grupo cada vez mais pequeno de pessoas, enquanto a maioria da população mundial vê o seu poder de compra estagnado ou a diminuir. Os 1% mais ricos do mundo detêm mais riqueza do que os 95% restantes combinados.
As alterações climáticas estão a agravar as desigualdades: são os países mais pobres, que menos contribuíram para a crise climática, que mais sofrem os seus efeitos. Moçambique é um dos exemplos mais gritantes desta injustiça: um dos países com menor pegada de carbono per capita do mundo, mas um dos mais afectados por ciclones, cheias e secas causados pelas emissões dos países industrializados.
A reforma do sistema financeiro internacional, a taxação dos super-ricos e das grandes empresas, e o cancelamento das dívidas dos países mais pobres são algumas das medidas defendidas por economistas e activistas para começar a corrigir estas desigualdades profundas e sistemáticas.
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